A Copa do Mundo 2026 representa um grande salto para a CazéTV, criada pelo streamer Casimiro Miguel, e o ápice da guerra contra a Globo. Se no Qatar em 2022, a emissora mostrou 22 jogos, dessa vez será a única a exibir todos os 104 jogos do Mundial, inflado em três países-sedes (descubra aqui o motivo) e 48 seleções. Dessas partidas, metade, 52, serão de maneira exclusiva no Brasil.
Com direitos da Copa desde 1970, em 2026, a Globo terá ainda que dividir a transmissão com o SBT, que retorna ao maior torneio de futebol após 28 anos. Para isso, a emissora paulista se fortaleceu com nomes históricos da TV líder (Galvão Bueno, submetido a cirurgia semana passada, e Mauro Naves estão na lista, assim como Carol Barcellos, que terá uma atração diária).
Já a CazéTV optou por uma estratégia radical visando justamente o público de sua maior concorrente: o canal vai optar por uma transmissão com jogos com menos irreverência, sua marca principal, de acordo com a coluna "Outro Canal", da "Folha de S.Paulo".
O estilo bem-humorado será reduzido principalmente nas partidas exclusivas: Holanda (país ainda em busca do primeiro título mundial), França (bicampeã e atual vice) e Argentina (campeã na última Copa). A explicação é simples: não desagradar aquela fatia do público que prefere uma cobertura com jeito mais sóbrio.
"O digital permite que a cobertura seja mais flexível e adaptável", resume Felipe Tebet, líder de conteúdo da CazéTV, que também se fortaleceu para sua maior Copa. Entre as contratações, Fernando Nardini (ex-ESPN) e Fred Caldeira (ex-TNT Sports).
Além da transmissão 24h ao vivo, a emissora que fechou patrocínio com 11 marcas (de Coca-Cola a Itaú, passando por Vivo, Ambev e GM) vai produzir quatro programas diários: o "Geral CazéTV", "Copazona", "Aqui é Brasil'" (uma estreia), e "Live da Madruga".